Pílulas
Pequenas considerações sobre algumas coisinhas
É bom mudar de ares
Ao longo dos últimos anos da minha vida, sempre que eu decidia voltar a dar aulas de inglês, acabava voltando para a mesma escola (porque outras não chamavam, eles sempre precisavam de professor, já me conheciam, enfim). Mas a escola fechou. Neste começo de ano, quando percebi que precisaria continuar dando algumas aulas, decidi mandar alguns currículos. Me chamaram em poucos dias (é aquilo que eu sempre digo: professor não fica rico, mas também não fica desempregado). Resumo da ópera: vou respirar novos ares, conhecer novas pessoas, e de quebra ser mais bem pago. Fica a lição de vida.
Gastos e viagens
Eu quase desisti de fazer um passeio para o qual fui convidado. Será uma viagem que pode ser muito boa, coisa de um fim de semana, cachoeiras, trilhas, essas coisas. Pensei nos gastos de início de ano, algum aperto nas contas. Comentei com a minha irmã. E ela disse algo mais ou menos assim: “mas se a gente não viaja, a gente passa a vida só pagando conta”. Foi o que eu precisava ouvir para bater o martelo. Pronto.
Esse ano vai?
Eu preciso escrever mais neste ano. Toda segunda-feira, terei encontros semanais no Fantástico Guia (fica a dica se quiser escrever mais). Dois encontros mensais serão estímulos para escrever mais. No mínimo, eu preciso terminar o que eu empaquei. De preferência, quero ter textos para publicar em revistas ou coletâneas. Precisarei de mais foco e mais disciplina.
Dois filmes lindos
Nos últimos dias, assisti a “Sonhos de Trem” e “Hamnet”. Dois filmes lindos, cada um do seu jeito. O primeiro está na Netflix, o segundo está nos cinemas. Quero escrever sobre eles mais detalhadamente, mas apenas gostaria de apontar que ambos têm um pai que se sente culpado por não estar presente no momento “em que mais precisaram dele”. Eu achei lindo como projetos tão diferentes em tantos aspectos conseguiram ter esse ponto de convergência e de fomento à empatia. Agora, pare tudo e assista aos dois filmes! Eu tô mandando!
Nosso cérebro está colapsando
Cada vez mais eu me convenço de que nós precisamos tomar a decisão deliberada de nos afastar dos principais recursos tecnológicos capazes de reduzir nosso foco e conexão real com as artes. Eu mesmo, antes de começar a escrever este trecho, fiz dezenas de coisas entre a primeira frase e o restante.
Qual foi a última vez que você viu um filme sem pegar o celular durante sua exibição? É um dos principais motivos que me levam ao cinema, onde eu realmente consigo resistir à tentação. Qual foi a última vez que você leu 10 páginas de um livro (sim, apenas 10, nem estou sendo exigente) sem parar para ver se há alguma notificação. Qual foi a última vez que você resumiu algum conceito ou escreveu algo mais complexo sem a ajuda de uma IA?
Deixar o telefone de lado, passar mais tempo lendo livros, caminhar na praia sem um celular: não é fácil, mas precisamos nos esforçar. E precisamos começar a entender que esse eletrônico conectado 24h por dia à internet, que todos nós temos no bolso, é o cigarro da nossa época, mas em vez de atingir os pulmões, atinge o cérebro. E reduz nosso tempo de vida de outra maneira.
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Estava com saudades de ler você <3